I Love LA: as frustrações e os pensamentos intrusivos das gerações millennial e Z

Aos 27 anos, a gente começa a perceber que algumas coisas na vida não se encaminham da forma como esperávamos… Essa é a premissa dos personagens de I Love LA, e também é uma verdade atestada por essa espectadora da série, que possui idade semelhante.
O que me encantou na nova comédia da HBO é que ela é exagerada sem medo, inclusive, brinca muito com o limite do aceitável e coloca os personagens mais cativantes para falar as maiores besteiras, como é o caso da Alani, que tá sempre ali no fundo das cenas falando atrocidades por metro quadrado.
Outro aspecto sensacional é essa ponte entre as gerações millennial e Z, que só quem nasceu entre os anos 1996 e 1999 sabe, afinal, não se identifica completamente com nenhuma dessas classificações, mas encontra sua personalidade no limbo entre elas: no esforço descabido no trabalho, na dificuldade em se encaixar em rótulos, na eterna nostalgia, no ímpeto de não seguir regras que não fazem sentido… Enfim, no sentimento de que pode mais.
Além disso, tenho que falar do casting que não é inocente e traz Leighton Meester e Josh Hutcherson como âncoras bem sucedidas dos anos 2000 e que quase dão um aval para o sucesso deste, que promete ser um projeto duradouro, que quer figurar entre séries icônicas como Sex and The City e Gossip Girl.
Neste sentido, figurinos icônicos, enredos com reviravoltas divertidíssimas, participações especiais de alto escalão, personagens carismáticos, frases que poderiam ser colocadas diretamente em camisetas e uma trilha sonora sensacional já preenchem vários dos requisitos para que essa também se torne uma série referência. Agora, basta esperar para ver se I Love LA manterá o ritmo nas próximas temporadas.
A série está disponível HBO Max.