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O final de The Boys: um verdadeiro tanto faz

A última temporada de The Boys foi um amontoado de potenciais desperdiçados. Alguns dizem que o principal motivo foi a quantidade de cenas focadas na construção do novo spin-off, já outros reclamam da falta de coragem dos roteiristas em adaptar o final da HQ, mas ao meu ver o maior problema foi um: as ações tomadas na série não tiveram peso algum.

Veja bem, quando você cria uma série que satiriza/satura a violência em todos os episódios, ou você aumenta o nível das bizarrices ou perde o apelo com o público. O efeito de dessensibilização foi gigante para mim, tanto que nem consegui aproveitar a última briga do Butcher com o Capitão Pátria e isso é tão triste, afinal, era o confronto mais esperado desde a primeira temporada.

A morte do Capitão Pátria? Eu nem senti. A morte do Frances? Quase não me importou. A morte do Butcher? Não me comoveu. E sabe qual é a pior parte? Daqui há alguns anos, quando alguém me perguntar como foi o final de The Boys, o mais provável não é que eu fale com ódio sobre a série, mas sim que eu custe a lembrar.

Poderia ser pior sim e eu já vi muitos finais horríveis para atestar isso, mas acho que indiferença é o que mais descreve essa temporada como um todo.

Para não pesar tanto o texto, seguem algumas coisas que eu gostei: o primeiro episódio, o crossover com Gen V, o final da Espoleta e toda a fixação do Capitão Pátria em ser o novo messias.

The Boys está disponível na Prime Video.

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