Avatar- Fogo e Cinzas: não é sobre a história dos personagens

A premissa é sempre bem parecida, mas eu continuo encantada por esse universo fantástico.
Em Avatar – Fogo e Cinzas continuamos acompanhando Jake e sua família, que por entender que o lugar de Spider não é entre os Na’vi, decidi fazer uma viagem para leva-lo de volta a um ambiente mais controlado e mais humano. No entanto, no meio da viagem com esses seres que parecem lindas águas-vivas, os protagonistas são atacados por uma tribo que venera o fogo, dando início a mais uma aventura imersiva por Pandora.
A história não é das melhores. Para falar a verdade, o roteiro é bem questionável, mas se assim como eu, você está ávido a descobrir mais sobre Pandora, este filme vai te encantar. Eu ainda sou fã de carteirinha de O Caminho da Água, o melhor em história, ampliação de mundo e estética, mas Fogo e Cinzas fez algo que ainda faltava para a franquia: inseriu uma vilã de verdade, daquelas que é tão assustadora quanto carismática, Varang.
Para além dela, algo que mudou um pouco o jogo foi a descoberta de como os seres humanos podem respirar neste mundo, tornando Spider uma arma e um alvo. Falando sobre ele, adoro o personagem e mais ainda sua relação com os Sully, inclusive, fiquei verdadeiramente sentida na cena em que Jake cogita matá-lo, a parte de consolida de vez Spider como um deles, criando também uma conexão mais profunda com Neytiri.
No geral, se você entende que o principal personagem dos filmes de Avatar não é Jake Sully e sim essa lua repleta de povos diversos e verdadeiramente conectados com a natureza, o terceiro filme seguirá sendo um desbunde e, certamente, vai te fazer querer ir ao cinema mais algumas vezes.
Avatar- Fogo e Cinzas está em cartaz.