FREAKS REVIEW

A Avaliação: o desconforto da parentalidade

A Avaliação é o tipo de filme que intriga por meio do desconforto. Em suas quase duas horas, a obra nos transmite muito bem esses dois sentimentos ao explorar de uma forma bem criativa as relações que existem entre mãe, pai e filha.

De início, o principal objetivo é entender o que ações tão invasivas e irritantes tem a ver com a aprovação que a avaliadora Virginia pode ou não entregar para um casal bem-sucedido e entediado, que tem como sonho criar uma família. Logo depois, a situação muda e nos questionamos sobre a capacidade dos dois de serem bons pais, aliás, propositalmente ou não, o maior dos questionamentos é colocado nas costas da “mãe”, interpretada com maestria por Elizabeth Olsen.

A protagonista feminina de A Avaliação é o fio condutor da narrativa, com ótimas cenas dramáticas, ela é quem me fez ter empatia pelo casal, pela avaliadora e até mesmo pela escolha um tanto assustadora que toma no final da obra (salvo apenas pela última cena dela).

A Avaliação é um filme interessante, esquisito e que vale a sua atenção.

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