Opus: de tempos em tempos tenta-se criar um Corra!

Ayo Edebiri me convence a assistir qualquer coisa. E confesso, só me mantive forte até o final de Opus por causa dela, que segue exalando carisma e boa atuação por onde passa, isso sem falar nos visuais que ela entrega.
Neste filme de mistério/ terror seguimos uma história bem culty, na qual sabemos que tem algo errado com a comunidade na qual a personagem principal, uma jornalista, foi convidada a estar. O filme é esteticamente lindo e estranho, mas por que eu não gostei dele então?
Na ânsia de criar filmes que carreguem uma energia pop, certa crítica social e um bom plot twist, muitas obras se perdem e esse é o caso de Opus, que sobe, sobe, mas parece nunca conseguir chegar ao final do morro.
Esse é um filme competente, mas que acaba se atrapalhando em suas próprias promessas e decepcionando por terminar justamente onde poderia ter se desenvolvido mais.