Bridget Jones é realmente imperfeita (filme 1)

Sabe aquele clichê de ela é diferente? Normalmente usa-se ele no contexto das mulheres bonitas que não são vaidosas, das que gostam de ler livros, dedicam-se em suas carreiras ou tem amigos homens. No entanto, o caso de Bridget Jones é realmente diferente, não que ela não seja como as outras mulheres e que isso seria um elogio, o ponto é que a protagonista do Diário de Bridget Jones é uma mulher normal, imperfeita.
Levando em consideração que este é um filme de 2001, me surpreendeu ver uma protagonista que bebe, fuma, fica com ressaca, talvez não leve seu trabalho tão a sério e diga algo como “não, não” fazendo barulho de vômito quando alguém pergunta se ela tem filhos. O fato de ela se parecer com alguém que eu realmente conheça ou uma mistura de várias mulheres, me fez permanecer fiel a este filme do começo ao fim, pois como uma amiga, eu torci por Bridget.
Neste primeiro longa, ela se vê tendo um caso com seu chefe (que não esconde ser um canalha), enquanto foge de encontros constrangedores com Darcy, um homem que em uma festa de Natal a desprezou por ser quem é. Seguindo aquele ditado muito popular de “o mundos dá voltas”, Bridget acaba percebendo que na verdade, como em Orgulho e Preconceito, Darcy só demora um pouquinho para perceber que está apaixonado por ela. E aí, com que será que ela vai ficar?

A comédia romântica segue o caminho de muitas outras e por se passar nos anos 2000 tem um conteúdo ligeiramente gordofóbico, o que acaba ressoando bastante com a moda/ padrões de beleza de hoje, infelizmente. Levando esse aspecto em consideração, muitas coisas que poderiam ser datadas, na verdade parecem atuais, inclusive a fetiche que se cria em relação ao corpo da protagonista em todos os empregos que exerce.
Outros aspectos muito positivos aqui são o grupo de amigos de Bridget, que em alguns aspectos me lembraram muito os meus, sendo realmente uma família para ela, cuidando para que se sinta sempre amada e tome as decisões mais imprudentes do mundo. Além disso, preciso dizer que finalmente entendi o apelo de Hugh Grant, acho que esse homem não nasceu para interpretar românticos (eu não consigo entender o porquê de amarem tanto Um Lugar Chamado Notting Hill), ele foi feito para representar caras que não prestam.
O Diário de Bridget Jones está disponível na Prime Vídeo.