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Maratona Oscar 2026: O Agente Secreto

Eu assisto os filmes brasileiros indicados a grande premiações, mas tenho imensa dificuldade para escrever sobre eles. No caso de Ainda Estou Aqui, me faltavam palavras expressar o quanto gostei, já em relação ao Agente Secreto, sinto que me faltava contexto.

Esse é um filme muito singular que incorpora alguns toques lúdicos para contar sobre a vida daqueles que foram esquecidos. Ouvi, certa vez, uma frase que o descreve bem e da qual ouso me apossar: “o Agente Secreto é uma colcha de retalhos formada por memórias” e é verdade, o filme fala sobre um Brasil que por vezes é esquecido, mas ao mesmo tempo, jamais se deixou calar.

No longa, acompanhamos o personagem de Wagner Moura fugindo do que por muito tempo não sabemos o que é e nem porquê, mas nessa jornada uma coisa fica nítida, não importa para onde ele vá, existe sempre um gosto amargo e facilmente identificável de corrupção, algo sujo e que enoja.

Apesar de gostar muito desses aspectos do filme, especialmente de dois que ainda não mencionei: ambientação e atuações principais, eu me senti desconectada em alguns aspectos, principalmente em relação ao final. Eu seu que essa ruptura era o objetivo de O Agente Secreto e concordo também que essa é uma jogada audaciosa, mas não posso negar que infelizmente isso me incomodou.

Eu queria ter gostado mais do longa e tenho até conseguido, mas isso diz mais respeito aos vídeos que vi sobre o assunto: Neura Verso, Ph Santos e Ora Thiago, do que com o momento em que a assisti.

O filme segue em cartaz nos cinemas e eu recomendo muito que, antes de irem, confiram os vídeos que citei.

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