Especial Percy Jackson e o Mar de Monstros: livro, série e filme
Retornar para Percy Jackson é sempre um bálsamo.
Eu li os livros quando era adolescente, então não me lembrava de todos os detalhes e gosto especificamente do fato de todas as piadas ainda me pegarem de uma forma muito intensa. Eu acho a escrita genuinamente engraçada e ADORO a forma como o Percy pensa, age e se comunica. Ele é sem dúvidas, o meu protagonista de sagas literárias infanto-juvenis preferido e olha que eu tenho a tendência de gostar mais de personagens femininas.
Bom, revisitei o Mar de Monstros na semana de lançamento da série (dezembro de 2025) e pude ir comparando os episódios em conjunto com os capítulos do livro. Essa experiência foi muito positiva, porque tendo a consciência de hoje, consigo separar bem o que faz sentido ser adaptado, o que não faz sentido ser mostrado e o que precisava ser colocado em tela de maneira 100% igual. Nesse aspecto, a obra original e sua adaptação mais recentes tem um equilíbrio perfeito, apesar de eu ainda amar mais a conexão entre Percy e Grover do livro, querer mais da cena das sereias e de achar que a ação ainda precisa de um reforço quando estamos falando sobre a série.

O orçamento continua o mesmo, mas sendo completamente honesta, a primeira temporada da série não havia me despertado tantos sentimentos quanto eu gostaria, como o livro fez! Então fiquei muito feliz por perceber que o escrito e a série de O Mar de Monstros ocupam de forma igual um espaço no meu coração e uso isso como um gancho para falar sobre a adaptação da Disney+.
O segundo ano de Percy Jackson no Disney+
Se tem uma coisa que fizeram corretamente em relação a adaptação de Percy Jackson foi o elenco. Como eles são bons! E eu continuo encantada pelo trabalho do trio principal, sinto que eles agregam muito para os personagens do livro e que tem um carinho especial pelo que estão criando.
Esse cuidado também fica explícito em muitas cenas da série por meio dos cenários, figurinos e das composições no geral, tem uma cena em específico que é o maior exemplo disso tudo: a parte da corrida de bigas, na qual cada detalhe nos leva direto para o Acampamento Meio-Sangue e para o livro, o que foi mágico.
A série também foi luz ao desenvolver ainda mais as relações de Annabeth: com Percy já existe uma abertura para o futuro romance (e estou ansiosa por isso), com Thalia e Luke o cenário está cada vez mais caótico e se preparando para uma tragédia, com Athena… Bom, eu consigo entender os motivos pelos quais existe uma Marca de Athena no futuro.
No fim, é tudo sobre crescimento e sei que a história tem potencial para ficar gigante nos próximos três anos.
O tão temido filme

Enquanto no meu primeiro especial faço questão de ressaltar a preciosidade que existe em Percy Jackson e o Ladrão de Raios (O filme), aqui eu infelizmente não encontro muita defesa. E o motivo é simples, eles forçam muito pequenos elementos para se parecer com a história original, mas deturpam completamente outros quesitos sem o menor motivo.
Nesse filme, por exemplo, Annabeth só existe enquanto interesse romântico, já Clarisse parece uma versão mais apática de si mesma, bem menos interessante do que no livro e na série. E temos ainda o Luke com tanta profundidade quanto uma tábua. Alguns personagens até se salvam, como Tyson, Percy e Grover, mas no geral, falta a essência divertida que estava lá no primeiro longa.
Isso porque ainda não falei do final, que é realmente um anti-climax sem igual: além do Chronos voltando do nada e sendo “morto” em dois segundos, temos a volta de Thalia, que não transmite sequer uma emoção. Na época de lançamento eu fiquei super chateada com o cancelamento da saga para os cinemas, mas hoje, enquanto adulta eu entendo o porquê.
No geral, eu recomendo demais a série e o livro, mas em relação ao filme, eu recomendo que deixe passar.
A série de Percy Jackson e o Mar de Monstros, assim como o filme, estão disponíveis na Disney+.