All Her Fault: a crítica é bom, mas o mistério nem tanto

All Her Fault foi uma série que chegou do nada e acabou fazendo muito barulho, trazendo consigo, muitas reflexões sobre maternidade, relacionamentos abusivos e relações entre mulheres.
O que começou extraordinário, com críticas extremamente válidas e um mistério muito bem construído, foi aos poucos se desmantelando. Não que a série seja ruim, mas o caminho narrativo que ela decidiu trilhar não foi muito do meu agrado, em especial as muitas reviravoltas que eu achei extremamente caricatas.
Fora esse aspecto negativo, que começa a ficar muito forte a partir do episódio 6, eu gostei demais de acompanhar a jornada de reencontro do filho e de si mesma pela qual Marissa, interpretada brilhantemente por Sarah Snook, passou. Temos ainda o começo da amizade dela com Jenny, mostrando a importância do apoio entre mulheres.
As duas protagonistas, Marissa e Jenny, entregam algumas das melhores cenas da obra. Em especial, na cena em que se reúnem no banheiro e começam a falar sobre como estão cansadas de serem “maravilhosas”, algo completamente relacionável para toda mulher, sendo mãe ou não.
No panorama geral, independentemente de mistério, o que All Her Fault é bem-sucedido em revelar é esse peso imensamente maior que existe em cima das mulheres. Afinal, a partir do momento em que tem um filho, deixa de ser um individuo e se torna apenas um suporte de vida, tendo que deixar de lado seus sonhos, sua carreira e seus desejos para carregar uma porção gigante e muito bem direcionada de culpa.
All Her Fault está disponível no Prime Video.