Garotas de Cristal tem duas horas, mas mal se desenvolve

María Pedraza encanta em seus números de dança

Quem diria que uma obra com mais de duas horas falaria sobre muita coisa e nada ao mesmo tempo?! Bom, esse é o caso de Garotas de Cristal, filme que me chamou atenção por contar a história de duas bailarinas e a pressão que sofrem durante a produção de um espetáculo.

O longa espanhol tem María Pedraza no elenco e segue a trajetória de Irene, que sentindo a pressão de assumir o papel principal de um grande balé, faz amizade com Aurora, uma colega de companhia. Em meio às adversidades, as duas criam um mundo só delas, longe da realidade.

Em uma mistura de Ponte Para Terabitia com Cisne Negro, o filme atira para ambos os lados e acaba não se realizando em nenhum deles. Seja por conta de um mundo “fantástico” que mal tem contexto, problemas de saúde mental que não são abordados ou um mistério sem pé nem cabeça, Garotas de Cristal flerta com muitos assuntos interessantes, mas não os desenvolve.

Outra questão complicada é o roteiro cheio de falas pouco naturais e que contradizem coisas que os personagens acabaram de dizer, válido ressaltar, não é no sentido de um personagem enganar o outro e sim porque lhes falta coerência.

Apesar de eu não ter gostado do filme, acho que ele acerta muito nos números de danças, suas coreografias e na fotografia, por isso para quem curte balé talvez seja interessante de se assistir, nesses casos recomendo.

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