Maldivas é leve, ácida e cheia de reviravoltas 

Com personagens que beiram ao caricato, Maldivas sabe como aprofundar suas protagonistas

Acredito que desde o lançamento de Coisa Mais Linda, nenhuma outra série brasileira tinha me despertado essa vontade de maratonar e de adentrar com mais profundidade no universo, isso, até o lançamento de Maldivas.

A série segue a jovem Liz, que se muda para o Rio de Janeiro com o intuito de reencontrar a mãe, que morre num misterioso incêndio. Determinada a obter respostas para essa tragédia, Liz precisa se esconder do investigador Denilson e acaba se infiltrando num luxuoso condomínio da Barra da Tijuca. 

E o que nos encanta mesmo é o que ela encontra dentro deste condomínio, que tem moradoras no mínimo peculiares, como Milene, que leva uma vida aparentemente perfeita ao lado do marido, o cirurgião plástico Victor Hugo; Rayssa, uma ex-cantora de axé que se tornou uma executiva de sucesso, casada com o ex-vocalista de sua banda, Cauã; Kat, que precisa encarar o fato de que seu marido Gustavo cumpre prisão domiciliar; e Verônica, uma outsider que destoa completamente de suas vizinhas. 

Em Maldivas, nada é o que parece e a cada segundo, um segredo novo é revelado, por isso, se torna muito difícil não assistir a série toda de uma vez, já que é leve, dinâmica, engraçada  e muito bem escrita. Além de todos esses elogios que já levantei, destaco também o figurino impecável, a cenografia que por vezes se entrega ao cafona e as músicas que são todas excelentes.

A série fecharia bem com apenas uma temporada, mas espero ver muito mais de Liz, Milene, Verônica, Kat e Rayssa, mulheres que definitavemente ainda farão muitas loucuras- e crimes- em nome das aparências e da luxuosa vida no Maldivas.

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