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A Lenda de Korra- Livro Um: transforma a saga do Avatar

Após terminar a Lenda de Aang fui direto procurar pelo desenho subsequente, A Lenda de Korra, e qual não foi minha surpresa quando me deparei com uma história nada parecida com a primeira, e talvez por isso, que demorou a me conquistar.

Neste desenho conhecemos Korra, o novo Avatar, uma adolescente impulsiva, forte, engraçada e impaciente, que pertence a Tribo da Água e já domina três dos quatro elementos: água, terra e fogo. Gosto da ideia de terem dado protagonismo a uma mulher nesta história, no entanto, sinto que Korra não é uma personagem fácil de se simpatizar logo de primeira.

Korra com o famigerado buchinho infantil de verme
Korra com o famigerado buchinho infantil de verme

Pensa em uma menina desobediente, mas que aos poucos, vai conquistando nossos corações por ser muito humana e apresentar grandes defeitos que nós também temos. Ao decorrer dos primeiros doze episódios, nossa protagonista vai aprendendo a aprender. Korra se permite entender o mundo espiritual e a ouvir as pessoas, inclusive os Avatares anteriores, que carregam toda a sabedoria e o poder que ela precisa.

Também sinto esse estranhamento com um dos personagens do time Avatar, o Mako, que parece uma recriação de Zuko, devido suas atitudes mal humoradas, a dificuldade de se relacionar com as pessoas e até mesmo a dublagem, mas que não tem uma grande profundidade e nem gera o fascínio que o Senhor do Fogo tem.

Ainda tem o problema do triângulo amoroso, nossa que cansativo! Foi muito mal executado, não nos deixa torcendo por nenhum deles, isso, além de atrapalhar as partes mais legais da história, como a aventura, o treinamento de Avatar e a questão do equilíbrio, que gera muitas lições importantes para os espectadores.

Meu lado fã amou ver Katara, ter vislumbres de Toph, Sokka e Aang adultos, e conhecer os descendentes dos nossos personagens preferidos. Outra coisa que curti foi saber mais sobre as técnicas de dominação, conhecer a rotina dos dominadores do ar, entender as regras dos novos torneios existentes e ver uma revolta da população “comum” contra os dominadores, que é algo bem plausível de se acontecer e interessante de acompanhar.

Além disso, fui cativada por alguns personagens, entre eles, a fofa e maravilhosa Naga (doguinhos sempre me encantam, agora imagina um polar!) e também o engraçado Bolin, que é bem autêntico e me conquistou com seu jeito acolhedor e muitas vezes ingênuo de ser, isso sem falar na Asami, que eu só posso definir como melhor personagem.

Asami é empreendedora, lutadora e extremamente inteligente
Asami é empreendedora, lutadora e extremamente inteligente

A trama mais adulta e mostrando a dominação de sangue também é um ponto alto que eu espero que se mantenha nos outros três livros, devo dizer, que analisando essa primeira temporada, encontro mais pontos positivos do que negativos sobre A Lenda de Korra.

Gostaram Freaks?! Logo mais volto com minhas considerações sobre o Livro 2.

Até mais!

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