Carrie – A Estranha (2026): por que nunca tinham pensado em uma série antes?

Carrie é uma personagem intrínseca a cultura, mesmo que você não conheça sua história, certamente já viu alguma obra que recria a icônica cena do sangue de porco no baile de formatura. Desde minha adolescência, sempre me vi cativada por essa história, assisti os filmes no YouTube e, apesar de não ter lido o livro, consumia tudo o que de alguma forma replicava essa história.
Apesar da cena do baile, o mais icônico pra mim sempre foi o momento do vestiário, porque eu consigo me colocar 100% no lugar da Carrie, que pela falta de conhecimento, achou que ia morrer. Esse aspecto de inocência da personagem é muito bem retratado nos filmes, mas ganha um novo patamar na série da Prime Video, que decide não só adaptar, como também, atualizar essa história.
E é claro, bullying é pesado em qualquer era, mas você já viu até onde as pessoas vão na era da internet? Os episódios 5 e 6 são os maiores exemplos disse e, para mim, são o que há de mais horrendo (no melhor sentido da palavra) dentro do universo da série.
Sinto que essa obra é uma sucessão de decisões inteligentes, a começar pela introdução de novos elementos na história como outros seres iluminados, as pessoas que caçam eles, todo o núcleo do corpo docente e um aprofundamento muito maior na história da Cris, que não deixa de ser detestável, mas ganha bastante contexto, e as novas camadas da personalidade de Margareth, a mãe da Carrie, com quem eu me surpreendi muitas vezes.
Para além disso, preciso falar sobre o como eu amei a trilha sonora composta por diversas músicas de Haute & Freddy, fui num show deles no último sábado e me senti pessoalmente abraçada pela escolha das músicas, pela camiseta usada pela Carrie e com a cena ao som de Shy GIrl, aliás, ela só perde para o momento de preparação para o baile muito bem ambientado pela magnífica voz de Lana Del Rey.
Vamos lá pessoal, assistam! Eu quero mais dessa Carrie!
A série está disponível no Prime Video.