Acampamento Jurássico encerra sua jornada de maneira satisfatória 

A identificação dos campistas como família é a grande força do final

A última temporada de Acampamento Jurássico começa bem no momento em que a quarta temporada parou, quando encontramos o pai de Kenji e ficamos com aquela impressão de que o campista vai mudar de lado, o que de fato acontece em parte da série.

Os três primeiros episódios tentam ser mais adultos mostrando os planos do senhor Kong, o domínio dos dinossauros, os campistas vivendo no conforto enquanto conversam sobre suas famílias, além do estranho relacionamento de Kenji e Brooklyn, e o problema disso é que tudo parece muito forçado e, por não ser bem trabalhado, torna a produção ainda mais infantil.

Por isso, confesso que tive dificuldades em engatar na nova temporada, mas tudo mudou quando as crianças passaram a se envolver na trama dos dinossauros para impedir que estes fossem controlados, o que causou ótimas cenas com as T-Rex e também com a maravilhosa Bolota.

Depois de um tempo, tivemos outros aspectos que me empolgaram muito: a volta de Dave e Roxie, que passaram pela maioria dos locais nos quais os campistas viveram suas aventuras nas outras temporadas, a aparição do irmão de Darius, a decepção que Brooklyn e Darius tem que confrontar, mas o principal, o relacionamento de Yaz e Sammy.

Eu sentia uma vibe romântica nas duas desde a primeira temporada, mas pensei que o desenho não optaria por seguir este caminho que, infelizmente, ainda é muito criticado. No entanto, me surpreendi positivamente com um romance que possui longa construção e é doce, gostoso de se acompanhar.

No fim, a jornada foi bem agradável e resultou em cenas emocionates no último episódio, aliás, gostaria de enquadrar aqueles cinco minutos finais de Acampamento Jurássico, que deram um gostinho da beleza que seria uma animação deles mais velhos e me deixou esperançosa para ver mais.

A animação está disponível na Netflix.

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