FREAKS REVIEW

Berlim muitas vezes se esquece que é uma série de roubo

La Casa de Papel já está desgastada faz um tempo, mas eu ainda me sinto muito realizada vendo todos esses planos mirabolantes dando certo, então certamente dei uma chance para Berlim. Isso quer dizer que eu idolatre e concorde com o personagem? Não, inclusive chego a conclusão de que ele é péssimo orquestrando crimes!

Situada em Paris, a série nos vende esse grupo magistral que planeja um dos roubos mais ambiciosos de todos os tempos: levar 434 diamantes da avenida Champs-Élysées, que valem exatos 44 milhões de euros. Só que o roubo não é o verdadeiro mote da obra, já que os roteiristas acharam que o melhor seria fazer desta uma grande fanfic.

Eu gosto de fanfics, inclusive leio e escrevo, mas o problema é gente apaixonada fica meio burra- eu sou a prova disso- então obviamente todos os personagens começam a dar umas furadas monumentais, coisas absurdas que levam o espectador a crer que ou a polícia tá se fingindo ou tudo é possível pela força do amor.

Complicado, né?!

Até gosto dos personagens, mas em 90% do tempo é MUITO difícil torcer por eles. O mesmo vale para o plano, que tem etapas divertidas e saídas criativas, mas chegou um momento em que eu já estava “qual o objetivo disso mesmo?” e “o que mais falta acontecer?”.

Os episódios se perdem, a história dá voltas desnecessárias e, se não fosse um spin-off de La Casa de Papel, talvez eu nem assistiria. Em resumo, Berlim entretém, mas poderia fazer isso de uma forma melhor.

A série está disponível na Netflix.

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