CCXP 2022 menos épica e menor que sua anterior

Pela primeira vez, um painel Thunder vazio!

Não posso afirmar se isso tem relação com a mudança de nomes à frente da CCXP ou, talvez, por conta de ainda estamos em um período de pandemia que contou com uma má gestão que nos queimou para todo o mundo, pode ser ainda que este evento está reaprendendo o que seu público quer, mas a verdade, é que a Comic Con Experience de 2022 está longe de causar toda a euforia de 2019.

Com quase todos os dias sem esgotar ingressos- eu agradeço, só é estranho- e uma divisão de painéis que desconsidera os espectadores de dois dias, presenciei filas que deveriam estar gigantes, preencherem com timidez apenas três fileiras de espera para o Thunder, algo que desanima e também mostra como as pessoas estão desanimadas.

Fora o brilhante sábado, que contou com a Prime Video, a Netflix, a HBO e a Paramount Pictures- teve mais, só não vou contar porque dá tristeza- os outros dias tiveram alguns pingos de satisfação, porém nada mais que isso. Um jogo em que o Brasil perdeu e dois painéis com convidados que se repetiram de anos anteriores certamente não foi nada satisfatório aos que confiaram no evento em 2021 e compraram os ingressos, ainda na pré-venda, para a sexta-feira e o domingo.

Separo também um momento para falar sobre a falta de consideração antes do evento: anúncios tardios, demora para a explicação de cancelamentos, a falta de respostas para os ansiosos fãs e dificuldades para liberação de coisas simples, como um mapa, o meet & greet e a programação do evento.

Quanto aos estandes, continuam lindíssimos, mas os senti mais espalhados e tentando entender como atender ao público. As filas da HBO Max não funcionaram muito bem e os agendamentos da Netflix precisavam de uma oração em conjunto, dos grandes, os que se salvaram foram a Prime, com filas mais organizadas e a Warner, que tinha um site ruim, no entanto bem funcional.

Agora falando do que sempre salva, do coração da CCXP: o Artists’ Valley, que como sempre, estava lindo e cheio de artistas incríveis, com obras por preços relativamente acessíveis e muita diversidade de corpos, gêneros, orientações sexuais, lugares de origem e vivências.Tudo isso se reflete em artes interessantes, ímpares e que conversam diretamente conosco, um espaço sempre muito especial.

Quanto aos locais de compra, os preços estavam altos como sempre, mas quem esperava algo diferente não conhece muito bem o evento. Por fim, algo positivo: tivemos muitos criadores de conteúdo ativos no evento, com uma Arena de Podcast mais acessível, apresentações deles em painéis menores e uma boa utilização da área de meet & greet.

Para os que tem como referência o ano de 2019, a CCXP desse ano não é a melhor e muito menos a maior, mas sejamos honestos, o grande problema disso, a questão que faz diferença de verdade, é que eles parecem não se importar muito com os fãs.

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