Crítica – Cavaleiro da Lua 1ª Temporada – Foi bom, mas podia ser mais…

Fala Freaks! Hoje venho falar de uma das tão aguardadas séries da Marvel de 2022: Cavaleiro da Lua. Mas antes de começar a crítica, só um pequeno aviso: SPOILERS A FRENTE! Não diga que eu não avisei!

Será que já estávamos sendo avisados de Jake Lockley desde o inicio?

Cavaleiro da Lua tinha como ideia inicial ser algo semelhante com o que foi Guardiões da Galáxia: pegar um herói desconhecido do público fora do especializado (E quando digo especializado, digo a galera que conhece e curtem as HQs) e o trazer para uma posição de destaque. A promessa era da produção do Disney+ ser a primeira com um conteúdo mais “adulto”, trazendo para um cenário mais “familiar” a violência e toda a loucura que o personagem tem em suas histórias em quadrinhos. A escalação do ator Oscar Isaac só aumentou o forte hype que a série tinha para seu lançamento. 

No começo da produção somos apresentados a Steven Grant, vivido por Oscar Isaac, um aparente frágil funcionário do British Museum, que tem ao longo do primeiro episódio toda sua vida mudada após se ver no meio de um confronto com um culto a deusa egípcia Ammit e seu líder Arthur Harrow, vivido por Ethan Hawke. O primeiro episódio traz toda um ar de suspense psicológico algo que em diversas entrevistas do elenco era prometido, principalmente nos momentos de aparição da figura do misterioso deus da Lua, Khonhu, vamos ao poucos entendendo que Steven tem outra personalidade conhecida como Marc Spector, um ex-fuzileiro que acabou fazendo um pacto de servidão com o deus da lua e que o serve como seu avatar e justiceiro. 

Apesar de apresentar toda a história logo no primeiro episódio, temos já a confirmação que a violência ficaria de lado nessa série, sendo que as cenas de “luta” não eram vistas pelo público sendo que só era apresentado o estrago que a outra personalidade de Steven fazia. Com o passar dos episódios, a mudança de um suspense psicológico para uma versão de “A Múmia” da Marvel se torna mais aparente, principalmente com a chegada da ex-esposa de Marc, Layla El Faoly, interpretada pela atriz May Calamawy, que traz todo o universo de a procura de um tesouro perdido para a salvação do mundo já que Arthur Harrow quer trazer de volta a deusa Ammit de sua prisão imposta por outros deuses e assim evitar que ela mate milhões de inocentes. Como qualquer produção, a série ao passar dos episódios tem seu crescimento e é evidente nos três primeiros episódios que buscam explicar todo os conceitos do mundo e da fantasia, indo para longe da ação que a série tanto prometia sendo que  as poucas lutas que tinha eram rapidamente se resolvidas e em sua maioria, sem violência alguma. 

Olha que merda este chacal!

Os cenários e todo o CGI da série é algo que testa a paciência do público, algo muito diferente visto nas outras produções como WandaVision, Loki e Falcão e Soldado Invernal, aqui temos algo quase amador que lembra muito as séries da CW somente em uma cena, no terceiro episódio quando Khonshu e Steven “rebobinam” o céu em alguns milênios, em uma sequência belíssima, mas que faz o público questionar se os outros efeitos da série foram resultado de incompetência ou descaso. Aliás, a partir desse ponto no quarto e quinto episódio temos uma mudança drástica na qualidade da série, a partir daqui somos apresentados a cenas mais dentro da mente de Marc e descobrimos toda a sua situação de múltiplas personalidades, sendo o próprio Steven somente um tipo de refúgio para Marc para lidar com seus problemas, quanto mais adentramos em sua psique mais interessante a série se torna. É a partir desse ponto também que vemos o ápice de Oscar Isaac como ator, vivendo duas personalidades tão distintas, mas que não confundem o público muito pelo contrário torna cada vez mais divertido ver as mudanças e as conversas dos personagens, seja com o restante do elenco da série seja entre eles dois. Ethan Hawke e May Calaway são outras duas salvações para o roteiro da série, ele vivendo o um vilão ao mesmo tempo simpático e assustador. Exalando charme, o ator se diverte ao incorporar o cultista, cuja personalidade manipuladora faz dele uma adição bem-vinda à galeria de antagonistas da Marvel. Já May Calaway traz um par romântico mais sóbrio que, mesmo apresentado quase de maneira jogada cria uma dinâmica divertida com Oscar Isaac e as duas personalidades. 

Ah Layla… Porque demoraram tanto em?

Apesar do elenco tão divertido, o roteiro da série acaba abaixando a qualidade da produção, principalmente no que deveria ser o ápice da série, onde no sexto e último episódio temos um final corrido cheio de momentos deus Ex-Machina, mesmo com cenas de ação de Layla lutando junto de Marc/Steven (Após a mesma também se tornar uma avatar de uma deusa egípcia), a produção termina com um gosto amargo na boca mesmo após momentos emocionantes como todo o arco de união de Steven e Marc. A falta também de ligação com o MCU e toda sua gigantesca história faz com que as seis semanas acompanhando a série acabe se tornando decepcionante para o fã. No fim, Cavaleiro da Lua é uma boa produção, mas não irá deixar uma grande marca no MCU e é bem provável de acabar não tendo uma continuação, mesmo com os bons ganchos deixados ao longo da série. Resta-nos saber se o personagem será novamente visto ou fará parte de uma galeria que infelizmente pode começar a se tornar comum na Marvel se a mesma não começar a largar sua famosa fórmula: personagens esquecidos e produções medianas.  

Nota: 7 de 10 

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