Jurassic World – Domínio é longo e nada nostálgico 

A trama de Claire é a que mais me chama atenção e a que é menos desenvolvida

O filme que encerra a nova trilogia de Jurassic World tinha uma missão complicada em mãos: finalizar a jornada de personagens pelos quais pouco nos apegamos e que tinham quase nada de constância desde o princípio. Por isso, o resultado dificilmente seria bom e, no final, realmente não foi.

Em Jurassic World – Domínio, somos apresentados a um mundo tomado por dinossauros ou pelo menos é o que eles pretendiam mostrar, já que a história se preocupa muito mais em exibir Owen como um herói de filmes de ação e Claire, que possui um dilema mais interessante- a descoberta de seu papel como mãe- fica de escanteio.

Somado a isso, temos a filha do casal, a jovem clone que no segundo filme é grande destaque por seu jeito meigo e, agora, está insuportável por se portar como aquela típica adolescente rebelde. O problema está no fato de que a trama gira em torno dela e nós nem ao menos torcemos para a personagem, aliás, eu não poderia me importar menos com as descobertas que ela faz sobre sua própria origem.

Talvez, pensando nisso, optaram por acrescentar na trama os personagens icônicos da franquia anterior, o que novamente, não deu certo. Se ancorando na nostalgia, o filme acredita que pode recuperar o fôlego da falta de dinamismo e carisma dos personagens novos, mas só se afunda mais porque não sustenta suas homenagens e mal dá espaço para boas referências.

O grande problema de Jurassic World – Domínio é que os dinossauros se tornam meros coadjuvantes da história, o que é um erro absurdo e, é na hora em que eles aparecem: no começo do filme mostrando sua nova realidade ou no final do longa, em que temos a interação deles com cavalos, baleias e rinocerontes, que a obra ganha vida.

No fim, terminamos a jornada da mesma forma que começamos, esperando por algo que nos emocione como em 1993.

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