The Wilds perde o ritmo com a adição dos garotos

As meninas continuam sendo a melhor parte da série

Depois de um primeiro ano incrível, The Wilds volta para a Prime Video com o quadro de protagonistas dobrado, mas a mesma quantidade de carisma, que continua sendo todo feminino. Só por esse começo acredito que já perceberam o óbvio: não gostei dos meninos e, ao meu ver, nenhum desses novos personagens se destacou positivamente.

Mas por mais que eu queira, não há como escapar dos garotos, já que nesta segunda temporada passamos a acompanhar o angustiante tempo deles na ilha, passando por conflitos completamente diferentes e iniciando a construção de comunidade falha, o que prova o ponto de Gretchen. E aí está o motivo pelo qual entendo a inclusão deles na série, ela torna o experimento mais coerente e nos mostra o ideal da vilã, assim como os motivos que a levam para o próximo passo.

Mas vamos lá, além de muitos estereótipos, personagens pouco cativantes e menos tempo de tela para as meninas, não posso escrever esse texto sem citar a fatídica cena no final do episódio 4, que me perturbou de uma maneira assustadora. Tinha um aviso de gatilho sobre abuso sexual no começo do episódio? Sim, estava lá, mas sério, foi gráfico demais e sem necessidade (pulem essa cena se puderem).

Agora, falando de coisas boas: não há nenhuma personagem do grupo das meninas por quem eu não tenha desenvolvido carinho e empatia, ver o crescimento delas é único e só posso dizer que sinto orgulho, especialmente de Leah, que nos mostra tudo o que uma protagonista precisa ter em apenas 8 episódios. Inclusive, se você  não urrou com o final desta temporada, com as questões da Leah, só pode ter assistido a série errada.

Ainda temos que enaltecer o crescimento de Rachel, o relacionamento de Shelby e Toni, assim como as questões pelas quais Martha passa, já que é uma vegetariana, apaixonada por animais, mas se torna a caçadora do grupo. Por fim, separo um trecho especial para falar sobre Dot e Fatin, que se tornam as mães naturais do grupo, as provedoras e ouvintes das meninas.

Em suma, a segunda temporada é boa, mas não tanto quanto a primeira, isso porque mostra o melhor das meninas e o pior dos meninos e, espero que em conjunto, possamos ter um ano com equilíbrio maior, mais destaque para nossas amadas, além de novas interações e conflitos entre os grupos. 

Que a série seja renovada!

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