Turma da Mônica- Reflexos do Medo é mais infantil do que a duologia inicial

Fui de coração aberto ver Turma da Mônica Jovem- Reflexos do Medo, principalmente porque gosto de obras teen com essa vertente sobrenatural, mas me deparei com um filme que não parece querer agradar o público adolescente e sim crianças ou pré-adolescentes que curtem Detetives do Prédio Azul e produções nesse estilo.
Não há demérito algum nisso, só não é algo do meu gosto- e nem que imagino que eles queriam atingir-, fazendo com que 1h30 passassem de maneira vagarosa e difícil para essa espectadora… Mas vamos ao filme! A obra segue um caminho diferente dos live actions antecessores: Laços e Lições, pois vemos os personagens da turma entrando no ensino médio, com as típicas questões da idade, como o medo de se afastar dos amigos, a vontade de se encontrar no mundo e o início dos primeiros relacionamentos.
Com a troca dos atores protagonistas e uma ambientação menos convidativa do bairro do Limoeiro, que aqui parece um estúdio mesmo, acompanhamos Mônica, Cebola, Magali, Cascão e Milena descobrindo que o Museu do bairro será leiloado, fazendo com que a turma se una para tentar salvá-lo, e enquanto investigam o que está acontecendo, percebam que podem estar lidando com uma ameaça muito maior do que imaginam.
Temos até personagens que poderiam entregar mais, que são muito carismáticos, como Milena, Magali e Cascão, só que não há muito com o que os atores possam trabalhar, sendo apenas os coadjuvantes interessantes de uma história principal pouco cativante, com um romance que não funciona, uma parte mística pouco aprofundada e um filme que chega longe de ser tão bom quanto os de Daniel Rezende.
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