A Noiva: Frankenstein encontra o Coringa

A Noiva é um filme performático, bem teatral e, apesar de eu amar produções assim, o exagero e a pretensão aqui me fizeram ter sentimentos extremamente negativos sobre essa obra. No geral, é muito difícil eu achar que perdi tempo indo ao cinema, mas foi essa a minha sensação após ficar duas horas vendo uma versão mais sofisticada do Coringa do Jared Leto.
No longa, acompanhamos a continuação da história de Frankenstein após conseguir realizar seu desejo de ter uma companheira de vida, A Noiva. Seria mentira se que falasse que a personagem não é interessante, porque ela é muito bem atuada e tem uns episódios de Mary Shelley sensacionais, mas sinceramente? Se não fosse esse magnetismo da Jessie Buckley, eu consideraria a obra ruim como um todo.
Eu infelizmente não tenho muito mais a falar sobre o filme, gosto muito do que ele pretende ser, mas acredito que até a mensagem principal fica perdida no meio de um roteiro bagunçado, uma direção confusa e a sensação de que a todo momento estamos vendo trechos descartados de outros filmes: Esquadrão Suicida, Bonnie e Clyde, Pobres Criaturas…