Desencantada não é necessário, mas é um filme legal

Relação entre Giselle e Morgan é o coração do filme

Na minha opinião, Encantada é um dos melhores filmes da Disney e, por mais que sua sequência não tenha repetido este feito, Desencantada, ainda assim, é uma obra divertida que prende a nossa atenção com suas deliciosas músicas, muito bom humor e uma excelente mistura entre desenho e live action.

Neste segundo filme, Giselle se muda com a família para o subúrbio e acaba fazendo um pedido mágico para que sua vida volte a ser um conto de fadas. Porém, a situação foge do controle e começa uma corrida contra o tempo para ajeitar as coisas em busca de um novo final feliz.

Trazendo sempre uma pitada de realidade para este conto de fadas, gosto do fato de agora termos nossa protagonista lidando com a adolescência de Morgan, um fato que se torna o fio condutor do filme e também revela seu verdadeiro coração, o estreitamento de laços entre mãe e filha.

Outro ponto positivo é o fato de não terem se esquecido de Edward e de Nancy, que ao serem da realeza, mostram um bom contraponto com o mundo “real”, com cenas que salvam a parte cômica deste filme. Inclusive, por mais que Amy Adams continue maravilhosa, eu diria que a estrela aqui é Idina Menzel e sua sempre impecável voz.

No fim, este é um filme que não acrescenta muito a história original e, tão pouco, se fazia necessário em um contexto geral, mas sejamos honestos, nenhuma obra precisa ser necessária para existir. E Desencantada, apesar carecer de mais brilho e originalidade, de forma alguma mancha o título de sua antecessora.

Desencantada está disponível no Disney+.

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