His Dark Materials pode errar na jornada, mas acerta no final (Um desabafo)

Gosto de como somente Will e Lyra entendem o que passaram, o que perderam, o que superaram

Não tem uma forma simples de escrever esse texto e nem de analisar a última temporada de His Dark Materials por meio de uma visão mais ampla. Digo isso, porque enquanto digito essas palavras, meu coração segue apertado e meus olhos inchados de tanto chorar com o final da obra.

Se His Dark Materials, em alguns momentos- e não foram pouco-, falhou ao construir cenas impactantes, personagens importantes e enredos que se conversavam, nos últimos episódios todas essas questões ficaram para trás. Começando pelo fato de termos Marisa e Asriel trabalhando juntos, alinhando seus objetivos e entendendo o que sentem um pelo outro, pela filha e pelas imposições destes mundos.

Nem preciso falar que a Marisa é a melhor personagem dessa série, mas o que me empolgou aqui foi vê-la entendendo a importância da curiosidade e da experiência, o amor que sente pela Lyra e seus conflitos internos, resultando nas belíssimas cenas em que se reconcilia com seu daemon e que se sacrifica por sua filha, preciso dizer que chorei?

Já em relação aos nossos protagonistas, Lyra e Will, é muito interessante acompanhar a relação dos dois ganhando uma nova forma, se construindo de maneira tão leve e bonita. Gosto de como somente os dois entendem o que passaram, o que perderam, o que superaram. 

No fim, me doeu o coração saber o desfecho dos dois, algo que ainda segue forte no meu coração, que eu achei lindo, triste e corajoso, amei e sofri na mesma medida. Não sei se tão breve veremos alguma outra adaptação deste universo, mas enquanto isso não acontece, fico satisfeita pelo que nos foi entregue pela HBO e pela BBC One.

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