Lightyear preenche todos os requisitos da Pixar, mas finaliza como uma obra genérica 

Dublagem de Marcos Mion se encaixa muito bem com o personagem

Quando assisto algum filme da Pixar espero sair do cinema- ou de qualquer lugar em que eu tenha visto- com os olhos lacrimejando, o coração cheio e pelo menos alguma grande reflexão. Lightyear proporciona um pouco de todas essas coisas, mas para por aí.

No longa, que é praticamente a primeira trilogia de Star Wars em animação, conhecemos a origem definitiva de Buzz Lightyear, o herói que inspirou o brinquedo tão querido por Andy. De início, nos deparamos com um personagem teimoso e egoísta, mas que aos poucos, através dos anos perdidos, aprende que viver é bem mais do que uma missão.

Nos primeiros 30 minutos de filme me vi imersa nessa história, celebrei a vida a história de Alisha e me senti acolhida pela amizade que ela tem com Buzz. Mas o problema é que paramos nesse ponto, depois deste momento, a obra se torna apenas uma aventura genérica e perde todo o coração que vinha mostrando em seu início.

Apesar de Izzy ser uma ótima personagem, tive muitos problemas em me conectar com Mo e Darby, coadjuvantes que não inspiram carisma e são responsáveis por piadas que pouco me atraem. As cenas dos dois me irritaram em boa parte de Lightyear e isso é um grande problema, já que eles aparecem com certa frequência.

Outra coisa que também me incomodou é não entendermos direito o personagem de Zurg, pois o “plot twist” do filme estragou completamente o que sabíamos dele. Isso, sem falar que o roteiro não chegou a altura do que eu esperava do vilão, seja individualmente ou em um combate contra Buzz.

Separo agora um parágrafo para falar de Sox! 

Que a Disney e a Pixar sabem criar robôs fofinhos nós já sabemos, mas a fofura e o jeitinho de Sox me deixaram rendida. Aliás, o melhor nisso é que o personagem não serve apenas como um alívio cômico, é também uma lembrança de Alisha e um companheiro fiel que faz de tudo para ajudar o seu parceiro.

Depois de assistir a este filme, se eu fosse o Andy, escolheria comprar um boneco do Sox ao invés de um do Buzz, mas isso não quer dizer que a jornada do protagonista seja ruim, só perde força no meio do caminho, não atinge seu grande potencial.

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