Matrix Resurrections vive de referências e não inova

Filme se mantém fiel ao seus antecessores, sem grandes novidades

Finalmente assisti Matrix Resurrections, filme lançado no ano passado, que continua a franquia de sucesso dos anos 2000.


Aqui, Neo vive uma vida aparentemente comum sob sua identidade original como Thomas A. Anderson, e isso acontece graças a  um terapeuta que lhe prescreve pílulas azuis para neutralizar as coisas estranhas e não naturais que ele ocasionalmente vislumbra em sua mente. 


O resto vocês já imaginam né?


Neo reencontra uma nova versão de Morpheus, assim como a rebelde Bugs, que o ajudam a sair da Matrix, a fim de tentar quebrar o sistema.
Ao meu ver, Bugs e Morpheus são os grandes destaques aqui, principalmente quando falamos de originalidade e cenas cativantes, e isso não quer dizer que Neo não seja um protagonista interessante, inclusive, acho grande parte de seus dilemas bons de acompanhar.


Também gosto da metalinguagem, das discussões sobre livre arbítrio e realidade trazidas pelo filme, mas sinto que faltam coisas novas! Matrix se ancora no amor de Trinity e Neo, recorrendo a um artifício bem brega para fazer com que a história aconteça.


Além disso, temos a repetição de muitas cenas dos outros filmes, repetições mesmo, cenas dos outros longas que foram colocadas aos montes neste, o que me faz pensar que houve um pouco de preguiça para pensar em outras soluções mais criativas.


Por fim, colocando todos os pontos positivos e e negativos na balança, acho este um filme legal, mas que não acrescenta muito na discussão levantada por Matrix na época de seu lançamento.

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