A Mulher do Viajante no Tempo é um dos mais belos romances já criados

A química entre Henry e Claire é inegável

Depois de seis episódios emocionantes e que me fizeram refletir sobre a vida, o amor e suas peculiaridades, cheguei ao final desta maravilhosa experiência que foi A Mulher do Viajante no Tempo. E não é que a obra seja perfeita, encontrei muitas lacunas que, ao meu ver, precisavam ser preenchidas, mas é impossível dizer que não fiquei satisfeita durante todo o meu tempo como espectadora desta série.

Se você chegou aqui e ainda não assistiu a minissérie, saiba que já temos um texto com as primeiras impressões sobre ela e, que daqui para frente, darei alguns spoilers sobre a agridoce história de Henry e Claire. Para começar, preciso dizer que ser a esposa de um viajante do tempo deve ser uma das coisas mais difíceis do mundo, senti no coração todas as vezes em que Claire lutou para modificar o destino e, assim como ela, tive esperanças sobre um novo final para uma história que já estava escrita.

Bom, e se casar com um viajante do tempo é difícil, imagina ser um! Henry teve que reviver momentos horríveis de sua vida várias vezes e quando não se via obrigado a encarar eles, tinha que concorrer com uma versão mais velha, sábia e- sejamos honestos- apaixonante de si mesmo. Aliás, que lindo termos no episódio final uma cena em que Claire, já mais velha, olha para esse jovem rapaz e admite sentir falta dele, de sua rebeldia e juventude.

E como tinha afirmado no outro texto que fiz, outra coisa que me ganhou na produção é a maneira como foi feita a montagem e a edição das cenas, com essas idas e vindas que se tornam tão aflitivas e “normais” para o casal principal e para nós também. De repente, passamos a gostar de Gomez, isso, porque sabemos que ele será legal com Henry no futuro, e é dessas sensações despertadas minuciosamente que gosto tanto.

Por melhor que os episódios tenham sido, confesso que queria ter mais tempo com os dois, talvez, entender como Henry morre, saber se Claire e ele tiveram um filho, ter mais noção da trajetória deles naqueles meses até o casamento, ver o que houve com a nossa Claire quando mais velha, mas se tem uma coisa que essa série me ensinou, é que nem sempre há respostas e procurar por elas só nos machuca ainda mais. Por isso, tudo o que posso fazer é recomendar essa jornada melancólica e finita para que possam aproveitar também.

A Mulher do Viajante no Tempo está disponível na HBO Max.

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