Boneca Russa aprofunda a relação de Nadia com sua família 

Temporada não era necessária, mas segue o padrão de qualidade da primeira

Com uma segunda temporada que chega quatro anos após a primeira- o resumo da Netflix nunca foi tão necessário- Boneca Russa volta mais dinâmica e aprofundando absurdamente as anomalias do universo. 

Após o looping temporal que passou com Alan, agora com 40 anos, Nadia e ele são levados a viver o passado de seus familiares através de um trem que viaja no tempo. Confesso que no primeiro episódio demorei para captar o que estava acontecendo, mas aos poucos notei como a temporada fala sobre empatia e o impacto das ações dos outros em nossa vida.

Nadia continua egoísta e é impressionante o trabalho feito na série para que possamos nos afeiçoar com ela, uma protagonista por vezes grossa e com atitudes questionáveis. Também me agrada o fato de Alan ser o completo oposto, o que por vezes não nos chama a atenção, no entanto, ambos são magnéticos, sensacionais.

Gosto de como vamos nos aprofundando no passado dos dois, principalmente no de Nadia, que tem uma mãe e avó que passaram por grandes problemas na vida, assim como Ruth. Estar na pele dessas mulheres, que muitas vezes julgou, faz com que Nadia finalmente entenda elas melhor e, por mais que nada possa mudar, a aceitação da mulher sobre as coisas cresce, cura suas feridas.

O roteiro da série também impressiona, assim como sua direção e atuação, todas áreas que passam pela mão da maravilhosa Natasha Lyonne, uma mulher que merece toda a veneração do mundo. Sinceramente não consigo encontrar defeitos nesta temporada, recomendo infinitamente.

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