Crítica com Spoilers – Avatar: O Caminho da Água – O começo arrastado para uma nova saga!

Fala Freaks! No primeiro dia do ano (eu sei, um pouco atrasado u.u) trago como presente uma crítica de um dos melhores filmes de 2022, Avatar: O caminho da Água. E não esquecendo: SPOILERS A FRENTE! Não diga que não avisei!

Acho que antes de qualquer coisa devo explicar o porquê demorei para fazer essa crítica, tenho Avatar como uma das grandes produções que moram em meu coração, não só pelo fato de ter visto ele várias vezes, mas também por diversos elementos que tanto amo em um filme. Avatar: O Caminho da Água é uma das continuações que mais esperei acontecer e quando foi anunciada um dos meus principais medos eram: o que iriam trazer de novo? O primeiro filme em vários sentidos mostrou diversos aspectos de Pandora, da história do povo Na’vi, além de ser um dos precursores no uso de efeitos em 3D e computação gráfica.

O clã Sully, depois de “Eu vejo você” foi a frase mais repetida nas 3 horas e 15 minutos do filme

Agora, quase 13 anos após o lançamento do primeiro filme, James Cameron anuncia não só um primeiro filme como uma franquia completa. Que explorará ainda mais do universo de Pandora e a cultura do povo Na’vi, apesar disso, resta nos saber qual será a nova tecnologia que o diretor irá trazer.

Avatar: O Caminho da Água se passa 10 anos depois do primeiro filme, com Jake Sully agora inteiramente integrado na tribo. Jake agora não é só o líder da tribo dos Omaticaya como também tem 4 filhos juntos de Neytiri. Porém a paz acaba quando os humanos retornam para Pandora em busca de vingança fazendo com que Sully tenha que fugir junto a sua família. Os primeiros trinta minutos do filme são gastos na explicação desses 10 anos, conhecemos os filhos de Jake, 3 de sangue e uma adotada, filha (pasmem!) da Dra Grace, interpretada no primeiro filme pela atriz Sigourney Weaver, na verdade filha de sua avatar. A história começa quando descobrimos que antes de morrer, o coronel Miles Quaritch fez um “backup” de si mesmo, um clone que foi passado para um Avatar, para conseguir enfrentar Jake agora de igual para igual. A humanidade também não repetiu os erros do começo, construindo uma verdadeira cidade com a ajuda de tecnologia para conseguir extrair e dominar Pandora, afinal o desejo deles é tornar o local uma “Terra 2.0”.

Desde o começo do filme percebemos como o primor das imagens e da tecnologia retornam para a continuação, porém para compensar os novos personagens que deverão ser apresentados muitos se tornam de certa forma diferentes do primeiro filme. Um grande exemplo disso, é o protagonista Jake Sully, que perde boa parte de sua percepção como um guereiro já que em muitos momentos age como se não conhece seus próprios povos. Neytiri também é uma das que fica em segundo plano, vivendo em uma eterna raiva de tudo que está acontecendo. Nesse meio tempo, somos apresentados aos 4 filhos de Jake e Neytiri, o mais velho Neteyam, uma cópia do pai, o rebelde Lo’ak (Que sinceramente o apelidei de merdeiro u.u), a pequena Tuk e a adotiva Kiri. Os dois meninos, vivem numa competição pela atenção do pai, principalmente Lo’ak que vive de forma rebelde para ter o pai mais próximo. Já Kiri, mesmo sendo abraçada pelo clã Sully, a qual é uma frase dita em repetição durante várias cenas do filme, tem vários mistérios sobre tanto seu nascimento como sua conexão com o planeta e principalmente a tal divindade dos Na’vi, Ewya.

Dois personagens pouco explicados, mas que carregam consigo grande parte da mitologia apresentada no filme

Após uma saída corrida por medo de serem atacados e fazerem mal a antiga tribo, a família Sully se vê agora tendo que viajar e indo parar ao leste de Pandora com a tribo da água, conhecida como Tonowari. É nesse ponto que o filme verdadeiramente começa, porém, repetindo a mesma fórmula do primeiro com algumas adaptações: um estrangeiro aprendendo com os nativos sobre seus modos enquanto sofrem com o preconceito e com uma perseguição humana. É interessante como com a tribo da água a mitologia de Pandora é expandida, conhecemos os Tonowari uma tribo baseada nas tribos Maori e com uma cultura guerreira, porém com uma conexão quase sobrenatural ao mar. Temos uma nova fauna, uma flora magnifica e vemos em todo seu apogeu as imagens e a computação gráfica que é a marca de Avatar.

As belas paisagens e imagens, além de toda a trilha sonora são o que fazem valer a pena, pois a história parece arrastada: o filme tem dois núcleos, um com a família Sully principalmente focado em Lo’ak e Kiri, e outro com o grupo “mal” do coronel, que com a ajuda de um jovem, chamado Spider, e que pasmem, foi criado junto de Jake e sua família, porém era filho de ninguém menos que o coronel está levando todo o grupo a uma caça a Jake. A relação dos dois é estranha, principalmente como Spider já conhecendo toda a história do pai o ensina a ser Na’vi mesmo sabendo de todas as atrocidades feita por ele. Ambos os dois núcleos sofrem com uma história arrastada e pontos mal explicados, sendo que diversas coisas acontecem simplesmente porque tem que acontecer.

Ah Marvel porque choras? Pede ajuda a James Cameron que ele a reensina a fazer ótimos efeitos visuais

Ao entrar neste universo subaquático, Avatar: O Caminho da Água se torna um espetáculo visual maior e melhor do que o longa original. Através das lentes comandadas pelo diretor de fotografia Russell Carpenter, viajar pelo oceano pandoriano e conhecer as criaturas que lá habitam é quase como assistir a um documentário de vida marítima rodado com os melhores equipamentos do mundo.

No fim, Avatar 2, recorre a um enredo novamente não muito original, personagens que de certa forma são rasos e outros, os mais antigos, que tiveram mudanças por completo, porém tudo isso é relevado com a bela imagem e a expansão cada vez mais profunda daquele universo de Pandora, algo que o faz chegar a pontos de grandes obras com universos riquíssimos como Star Wars e O Senhor dos Anéis. A nova saga tem um grande problema a resolver com sua história, porém que deve ser resolvida com os próximos filmes, cabe a James Cameron fazer com que gostemos tanto dos novos personagens como amamos os do primeiro, respeitando a história criada para eles.

Nota: 7,5 de 10

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