Paper Girls se perde na execução, mas apresenta uma boa primeira temporada

Apesar dos elementos fantasiosos não convencerem muito, as personagens são ótimas

Paper Girls é a mais nova adaptação de uma obra do Brian K. Vaughan e, como gosto muito da escrita dele, decidi assistir. A série de 8 episódios está disponível no Prime Video e entrega uma primeira temporada com mais altos do que baixos.

Na série, a rota de entrega de jornais de Erin, Mac, Tiffany e KJ é interrompida no Dia do Inferno, em 1988, quando viajam no tempo sem saber. Agora, as meninas buscam um caminho de volta para a década de 80 e conhecem duas facções que viajam no tempo.

As atrizes são muito boas e a química delas em cena é gostosa de se acompanhar, além disso, temos um elenco adulto- as atrizes de Erin e Tiff especialmente- que mandam bem demais nas interações com as crianças. 

Devo dizer que a parte da viagem no tempo, com a guerra e os agentes procurando por elas, foi o que eu menos gostei. No entanto, vê-las descobrindo sobre seus futuros, entendendo quem são e lidando com questões familiares foi o que me manteve grudada na série.

Somado a isso, temos também uma trilha sonora impecável, que inclusive, me fez ver os créditos finais de todos os episódios e ambientava corretamente os anos pelos quais passamos.

Porém, nem tudo são flores: temos aqui um vilão chato e nada interessante, além de efeitos especiais incômodos e que poderiam ser retratados de maneira diferente. Apesar de serem poucas as reclamações, elas são intensas e me fizeram não gostar de quase nada no último episódio.

De qualquer forma, colocando as qualidades e os defeitos em uma balança, fico bem satisfeita com a primeira temporada de Paper Girls, só espero que a série não seja cancelada como as demais do Prime Video.

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