Sandman (Netflix) adapta muito bem as histórias de Gaiman

Os personagens entregam a essência das HQs

Em cinco episódios, Sandman consegue ser tudo o que um fã de quadrinhos sempre sonhou: interpreta um arco clássico das HQs, com algumas atualizações, mas muita fidelidade. Nos outros cinco, bem… Já falaremos sobre isso!

Mas apenas para contexto, a série conta a história de Morpheus, que deseja restabelecer a ordem e consertar os erros que cometeu durante sua longa existência. E para isso, precisa se aventurar por diferentes mundos e linhas do tempo, revendo velhos amigos e inimigos, e encontrando novas entidades, tanto cósmicas quanto humanas.

Acho que um elogio comum entre todos os que forem ver a série, é que Tom Sturridge nasceu para ser o Sandman e faz seu papel de forma brilhante, quase divina. Da mesma forma, acho que Gwendoline Christie é uma ótima Lúcifer e Kirby Howell-Baptiste me fez ficar ainda mais apaixonada pela Morte.

Nesses cinco primeiros episódios que relatei, tudo é perfeito, encaixado e interessante, por isso, quando cheguei no fatídico episódio da lanchonete, que é meu acontecimento preferido dos quadrinhos, achei que a série podia simplesmente parar por ali, sem começar uma nova história.

E aí está o erro de Sandman, pois ao começar o arco da vórtice dos sonhos, principalmente em uma maratona, é nítido como os últimos episódios diminuem de qualidade narrativa, pois de repente o protagonista quase some e temos os Perpétuos jogados, assim como Coríntio. 

Isso sem falar que no meio da série, ela muda completamente de tom, se torna bem mais diurna e, em alguns aspectos, mais leve. Ao meu ver, Sandman deveria ter sido dividida em duas partes a serem lançadas separadamentes ou, então, a adaptação deveria ter pegado apenas um arco.

De qualquer forma, a obra é muito boa e vale a pena de ser vista, só não precisa ser maratonada.

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