Anne Frank, Minha Melhor Amiga é uma homenagem comovente

Filme mostra Anne como uma garota cheia de defeitos, mas muito especial

Nas últimas semanas, estreou na Netflix o filme Anne Frank, Minha Melhor Amiga, que conta a história de Hanneli Goslar na época da Alemanha Nazista.

Hannah e Anne eram muito amigas, isso, apesar de suas origens diferentes: Frank era judia, já Goslar era considerada uma cidadã alemã. Com uma amizade cheia de encontros e desencontros, acompanhamos Hannah achando que Anne havia fugido da Alemanha, belos momentos da amizade das duas, até o último encontro, em um dos campos de concentração, Auschwitz.

Não conhecia muito da história de Hanneli e apesar de nos focarmos mais nela, fica evidente o quanto Anne tocava a vida de todos ao seu redor, assim como fez com a nossa protagonista, que enxergava Frank como uma menina cheia de erros, mas destemida, inteligente, engraçada e muito comunicativa.

É interessante ter a perspectiva de uma outra vivência aqui, pois apesar de ter sofrido bastante, Hanneli foi presa em um campo de concentração de troca de prisioneiros, o que nem de longe era bom, mas não era igual a outros campos que matavam crianças em câmaras de gás. Ela viu a fome, a doença e a falta de humanidade dos seus opressores, sendo que perdeu a mãe durante um parto, o pai nos campos de concentração e Anne um pouco antes do fim da guerra. Aliás, que cena forte a das duas se vendo pela última vez, foi algo que me marcou profundamente.

Este é um excelente filme que mostra como a amizade pode mudar tudo para alguém, mesmo que não dure para sempre. Recomendo demais que vejam e se apaixonem ainda mais pela figura de Anne Frank.

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