Crítica com Spoilers – Doutor Estranho no Multiverso da Loucura: Um bom filme, mas…

Fala Freaks! Nesta sexta-feira 13 chega como um presente de terror a crítica do mais novo longa da Marvel, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, o primeiro filme da produtora a ser incluído no gênero terror! Mas antes de começarmos, já fica o aviso: SPOILERS A FRENTE!

Este homem carregou um filme inteiro nas costas…

Um dos mais esperados filmes de 2022, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura prometia aprofundar ainda mais o novo conceito que o MCU está apresentando para os fãs: O Multiverso. Sam Raimi tinha a missão de trazer o conceito aliado a uma proposta um pouco incomum: unir terror à ação dos super-heróis. Apesar de ser um diretor que conhece bem ambos os gêneros, afinal Raimi trouxe a vida uma das maiores encarnações do Homem-Aranha nos cinemas, além de também ter um vasto conhecimento com os filmes de terror por dirigir a franquia Evil Dead. Infelizmente em Doutor Estranho não foi um dos filmes mais brilhantes do diretor que para um público que esperava tanto de um filme, foi apresentado um filme mediano. No começo do filme temos a apresentação de America Chavez, uma jovem que tem o poder de viajar pelo multiverso e acaba tendo a ajuda do Doutor Estranho para tentar proteger a jovem de um mal oculto, uma narrativa até comum tanto para filmes de terror como para filmes de super-heróis porém o que poderia ser um mistério para se descobrir quem é o grande mal é quebrado em menos dos 15 minutos do filme. Nesses quinze minutos tudo é explicado muito rapidamente: O conceito do multiverso, os poderes de America e sua ligação com o Multiverso, Wanda e o resultado do final de WandaVision e  o pior a transformação da heroína para uma vilã. 

Terapia e Meditação foi o que faltou para Wanda

Um conceito muito utilizado nas HQs, aqui porém não temos um acompanhamento do decaimento da Feiticeira Escarlate, muito pelo contrário, é tudo corrido e logo a vemos como uma louca sedenta por reencontrar seus filhos. Desse ponto tudo se torna uma corrida, os heróis precisam fugir da vilã em um verdadeiro jogo de caça, é nesse ponto que um pouco do terror do filme floresce, veja bem, UM POUCO. 

Novamente Sam Raimi foi provavelmente barrado e em diversos momentos temos somente aquele susto de suspenso, algo que rapidamente é passado e não causa um verdadeiro medo. Porém não é somente de momentos de corrida, que o filme é feito: Um dos pontos altos do filme e que fizeram muitos fãs vibrarem foi a aparição do grupo conhecido como Illuminatti, apesar de avisar dos spoilers não direi quem chegou a aparecer do grupo, afinal é uma dos maiores momentos do filme, infelizmente nem mesmo eles conseguem sobreviver ao poder de Wanda. 

Outro ponto bom do filme são os atores: Benedict Cumberbach é um verdadeiro monstro e mostra toda a sua personalidade em Stephen e suas variantes trazendo diversos momentos divertidos e cheios de ação sem contar em mostrar toda a extensão do poder do antigo Mago Supremo, aliás uma compensação para os fãs depois do decaimento no poder do personagem em Homem Aranha: Sem Volta para Casa. Outra também que brilha no filme é Elizabeth Olsen conseguindo mesmo para uma vilã novelesca trazer todo um peso para a Feiticeira Escarlate e todo seu arco. 

Ao final, temos algumas forçações de roteiro para justificar o poder e encontrar um jeito de derrotar a Feiticeira Escarlate que por sinal é uma maneira tão simples que deixa todo o restante do filme e sua corrida como desnecessária. No fim Doutor Estranho no Multiverso da Loucura não é o filme que todo mundo esperava, mas tem seu valor e provavelmente teremos a mesma sensação que tivemos em outros filmes da fórmula da Marvel: Esse filme mediano que irá servir para algo maior.

P.S: As duas cenas pós-créditos são legais, mas não acrescentam muito não, sinceramente. 

Nota: 7,5 de 10

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