Rebecca – A Mulher Inesquecível tem um filme que é o completo oposto

Lily James é o grande destaque do longa

Numa fria tarde de quinta-feira, dei o play em Rebecca- A Mulher Inesquecível, remake feito pela Netflix, em 2020, que deixa muito a desejar no seu suspense e pouco encanta em suas quase duas horas de duração.

O longa conta a história de uma jovem que, durante seu trabalho de dama de companhia de Mrs. Van Hopper, conhece Maxim de Winter, um homem viúvo e rico por quem se apaixona e decide largar tudo para vivenciar sua paixão. Na mansão em que passa a viver, nossa protagonista descobre mais sobre Rebecca, a falecida mulher por quem Maxim era apaixonado. E, ao conhecer os funcionários da casa, nota que a aura da mulher ainda está lá, o que a deixa enciumada e com medo de não ser correspondida.

O longa ganha muito com a atuação de Lily James, que começa ingênua, passa por uma transição regada a loucura e arrependimento, para que no fim, possa aceitar seu destino como uma De Winter. Também acho ótimo o trabalho de Kristin Thomas aqui, nos apresentando uma Mrs. Danvers sombria, obcecada e frágil.

Apesar das boas atuações, confesso que gostaria de ter visto cenas um pouco mais lúdicas sobre a presença de Rebecca ali na casa, acredito que isso ajudaria muito a tornar o filme em um suspense mais encorpado e nos deixaria mais conectados com a protagonista. Além disso, sinto que falta algo, é como se Rebecca fosse um quase que nunca chega lá em seu roteiro.

Infelizmente a obra aproveita pouco de seu potencial e acaba entregando um remake fraco, com pouca carga emocional e um mistério no qual, aos poucos, vamos perdendo o interesse. E é assim que o filme sobre uma mulher inesquecível se torna esquecível.

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